Compensado ROGERIO SANTOS para alguns sou uma porta mas sempre mantenho a postura as vezes me abro demais tenho ferrugem nas dobradiças mas é comum que me feche quando é preciso me tranco e fico feliz quando lembram de uma demão de verniz um mimo que deixa refeita minha autêntica cara-de-pau
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Venceu dia 10 (pago sem juros...)
Encruzilhada em Cruzília
ROGERIO SANTOS
Marquei um encontro dia dez
Mas só cheguei dia dezoito
Se o mundo deu oito giros
Rodei mil e quinhentos quilômetros
Em meu carro dois mil cilindros
Dezesseis cavalos quatro-por-quatro
Nas letras de São Thomé
Entre as montanhas de Minas
No pó da Estrada Real
Com meu amor bem à esmo
No pão-de-queijo e torresmo
de Tiradentes à Ouro Preto
Sete dias de alforria
Pelas terras de Drummond
Por Carrancas minha sina
Sem carranca de patrão
Na mente um sol sustenido
No rádio o som de Miltons
(por não postar dia 10, por perder a conexão, escrevo um poema atrasado e peço perdão...)
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sábado, 10 de setembro de 2011
140 Caracteres
Via Twitter
ROGERIO SANTOS
momento/movimento
tormento/torto
dança uma sílaba
quando exercito minha lábia
em 140 caracteres
sensivelmente
sêmen/semente
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Provérbio?
dizem que a mentira
tem pernas curtas
(nunca reparei se é verdade)
agora, a saudade
afirmo sem medo de errar
...tem pernas lindas
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domingo, 10 de julho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Rotas e Istmos
ROGERIO SANTOS
minha verdadeira casa
é onde mora a poesia
na gente no mundo
nas veias abertas dos rios
nas folhas ao vento
na fruta caída do pé
nas falhas da Terra
quintal de chão batido
redemoinho de saci
trator-de-lata-de-óleo
grão de areia e matacão
elã de vulcões e geleiras
aviões e barcos de papel
ritmo de rotas e istmos
estrada de mares e céu
nas palavras salva-vidas
nos luares pára-quedas
e no brilho dos olhares
quando miram estrelas
quando o abraço é uma teia
e a boca um copo cheio
quando a sede é de saliva
ROGERIO SANTOS
minha verdadeira casa
é onde mora a poesia
na gente no mundo
nas veias abertas dos rios
nas folhas ao vento
na fruta caída do pé
nas falhas da Terra
quintal de chão batido
redemoinho de saci
trator-de-lata-de-óleo
grão de areia e matacão
elã de vulcões e geleiras
aviões e barcos de papel
ritmo de rotas e istmos
estrada de mares e céu
nas palavras salva-vidas
nos luares pára-quedas
e no brilho dos olhares
quando miram estrelas
quando o abraço é uma teia
e a boca um copo cheio
quando a sede é de saliva
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Santa Clara
Santa Clara
ROGERIO SANTOS
abençoai, Santa Clara
os olhos de quem repara
nos tantos sóis que carregas
no prisma das gotas d´água
quando repousa nos seixos
quasar de rara escala
um mantra de percussão
ametista e diamante
por cada conta do terço
a luz resplandece na aura
no gelo da ducha vertente
mergulho meu sétimo chakra
no compasso desse encontro
corredeira inusitada
deposita sedimentos
na trilha da Pedra Selada
por isso sou teu devoto
e deixo promessa paga
um poema verdadeiro
pelo caminho das águas
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domingo, 10 de abril de 2011
Derivado
ROGERIO SANTOS
não há verdade sem ver
não há tesão sem tez
não há saudade sem sal
não há coração sem cor
não há cenário sem rio
não há ilusão sem luz
não há paixão sem ai
não há adorno sem dor
não há inventor sem vento
não há conversor sem verso
não há amarra sem amar
não há sentido sem ti
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Freguesia do Ó
Freguesia do Ó
ROGERIO SANTOS
da Ladeira Velha
do Largo da Matriz
da Rua da Bica
do Mirante do Bruno
do Largo do Cliper
da Rua da Balsa
do casario remanescente
de tempos ido
das ruas de terra
da infância vivida
transpira a história
de uma Freguesia
que foi engolida
por nossa cidade
vestígios de charme
em finais de tarde
nas mesas de bares
de flertes e olhares
no pão do divino
seu mastro e bandeira
reside uma benção
da mãe padroeira
dos caminhos sepultados
de viajantes tropeiros
dos meandros apagados
do rio que foi vivo
retoma teu brilho, Itaberaba
respira fundo, Itaberaba
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Aquarela
ROGERIO SANTOS
por dentro alameda
por fora sou crua
sou tensa surpresa
por fora sou fina
senhora sou fúria
por dentro tão nua
que atento verias
por dentro sou densa
sou faca serpente
por fora tormenta
figura aparente
por dia sou muitas
por conta sou ninfa
sou Vênus carente
por perto sou franca
semente um pouquinho
ditado dileto
por hora sou tua
com carta na manga
pitomba pitanga
aguardente elegia
por certo lerias
tivesses a lente
no fundo de olho
meu fundo de alma
por certo lerias
na linha aparente
da mão espalmada
do braço de mar
o quanto portanto
porvir evidente
cravar esse dente
o mastro e a vela
meu sim e meu não
por certo ouvirias
qual sons de domingo
palavras contidas
qual tons de aquarela
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Terra da Luz
(Autor da foto: Tulhão)
Terra da Luz
ROGERIO SANTOS
sinto um cheiro de lenha
no finalzinho da tarde
umas montanhas ao longe
o vento na copa das árvores
gosto de pó quando o carro passa
e a noite que vai chegando
enquanto a gente caminha
eu e Arlete de mãos dadas
traçando passos e planos
pelas margens do Rio Preto
ao fundo o canto das águas
nosso olhar virando lembrança
se transformando em saudade
mais tarde um queijo e um vinho
café e compota de tomate
e tem tanta gente que nem desconfia
onde mora a felicidade...
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Amalgama
a semente que jogo é jogo:
o poeta dá as cartas
que desembaralha
a que carrega na manga
é almagamada
a semente que jogo é jogo:
o poeta dá as cartas
que desembaralha
a que carrega na manga
é almagamada
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Casario de Lagares
O casario de Lagares
detém antigos olhares
luz da saudade imigrante
espalhada pelo mundo
O casario de Lagares
ainda guarda os olhares
que me encheram os olhos
de lugares
No casario de Lagares
deparei-me com a saudade
estampada na fachada
dos encontros improváveis
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Corrente
há corrente
de prender
e de soltar
água doce
de neve
e navegar
onde vagas
as mágoas
vão morar
por saber
saber calar
e ceder
e mergulhar
na corrente
de prender
e de soltar
de olhares
e molhares
feito mar
há corrente
de prender
e de soltar
água doce
de neve
e navegar
onde vagas
as mágoas
vão morar
por saber
saber calar
e ceder
e mergulhar
na corrente
de prender
e de soltar
de olhares
e molhares
feito mar
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domingo, 6 de junho de 2010
Pegando o "gancho" do Victor Meira,
Apresento a seguir uma das 10 ou 11
canções com letras minhas, que estarão
no CD "Crônicas Paulistanas", projeto
musical que está no forno, mas ainda
aguardando um "gá$".
(aceito patrocinadores...kkkk)
No rodapé
gravação que está no youtube.
Soul da Cidade
LETRA: ROGERIO SANTOS
MÚSICA: TONY "PITUCO" FREITAS
Copertone, caipirinha
Caladril e coisa e tal
Soul da cidade, bicho!
Ô bicho, eu sou da cidade
...da cidade de São Paulo
Apresento a seguir uma das 10 ou 11
canções com letras minhas, que estarão
no CD "Crônicas Paulistanas", projeto
musical que está no forno, mas ainda
aguardando um "gá$".
(aceito patrocinadores...kkkk)
No rodapé
gravação que está no youtube.
Soul da Cidade
LETRA: ROGERIO SANTOS
MÚSICA: TONY "PITUCO" FREITAS
Bicho, sou da cidade!
Sou mais um na correria
Sempre feliz, sempre insatisfeito
Desequilibrado entre chuva e sol
Entre o necessário e o essencial
Sou flex-power, álcool, estricnina
Sinvastatina, chopp, omeprazol
Soul da cidade bicho !
Sou mais um na correria
Sempre feliz, sempre insatisfeito
Desequilibrado entre chuva e sol
Entre o necessário e o essencial
Sou flex-power, álcool, estricnina
Sinvastatina, chopp, omeprazol
Soul da cidade bicho !
Bicho, sou da cidade!
Num feriado é sempre carnaval
Acordo as três pra fugir do trânsito
Então me jogo para o litoral
Chego à praia bem cedinho
Antes que se acabe
Todo cantinho para o guarda-sol
Num feriado é sempre carnaval
Acordo as três pra fugir do trânsito
Então me jogo para o litoral
Chego à praia bem cedinho
Antes que se acabe
Todo cantinho para o guarda-sol
Copertone, caipirinha
Caladril e coisa e tal
Soul da cidade, bicho!
Bicho, soul da cidade
Ô bicho, eu sou da cidade
...da cidade de São Paulo
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Dedicatória
ROGERIO SANTOS
(Para Arlete Ramos)
vou deixar dedicatória
uma palavrinha qualquer
uma tirada engraçadinha
de alegrar seu coração
numa frase bem bolada
que te pegue de surpresa
e arrebate um sorriso
de tenra e terna beleza
original dedicatória
rabiscada em lembrancinha
um mimo bem verdadeiro
como um bom sol na manhã
que a vida só vale por isso
no meio de tanta loucura
de tanta procura sem foco
tecer um poema e um sorriso
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Dentro e fora
ROGERIO SANTOS
por dentro um mundo
por fora a casca
portas e janelas
cerradas
por dentro um mundo
por fora há água
frisos e frestas
penetradas
por fora um mundo
por dentro há água
trancas e ferrolhos
oxidados
por dentro um mundo
por fora alarde
alicates, alavancas
e pés-de-cabra
por dentro um mundo
por fora um rito
força de vento
som de atrito
por fora um mundo
por dentro morada
portas e janelas
escancaradas
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sábado, 6 de março de 2010
Pecado Original
ROGERIO SANTOS
enquanto Adão mordia a maça
a cobra malandra espreitava a aranha
doidinha por rango naqueles confins
sem gato nem lebre urubu vira frango
Adão dolorido aleijão de costela
depois da dentada pulou da galhada
mirou pelo guizo de corno aprumado
e o forrobodó foi aquiprocado
sem arma de fogo que isso não tinha
na força das mãos vergou a danada
mostrou para o bicho o que era peçonha
que em terra de macho buliu vai pro tacho
deu nó na tinhosa assim diz o causo
falado e corrido: matou foi de fome
Adão foi pra roça por causa da cobra
diz velho ditado que pouco me engana
a aranha faceira tão cheia de pernas
bichinho ordinário caiu nesse mundo
finou-se amarrada a cobra teúda
e Adão se perdeu foi atrás da peluda
ROGERIO SANTOS
enquanto Adão mordia a maça
a cobra malandra espreitava a aranha
doidinha por rango naqueles confins
sem gato nem lebre urubu vira frango
Adão dolorido aleijão de costela
depois da dentada pulou da galhada
mirou pelo guizo de corno aprumado
e o forrobodó foi aquiprocado
sem arma de fogo que isso não tinha
na força das mãos vergou a danada
mostrou para o bicho o que era peçonha
que em terra de macho buliu vai pro tacho
deu nó na tinhosa assim diz o causo
falado e corrido: matou foi de fome
Adão foi pra roça por causa da cobra
diz velho ditado que pouco me engana
a aranha faceira tão cheia de pernas
bichinho ordinário caiu nesse mundo
finou-se amarrada a cobra teúda
e Adão se perdeu foi atrás da peluda
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Feijoada ???
Feijoada Vegetariana
ROGERIO SANTOS
Tenho um amigo vegetariano
Vejam vocês que aventura diferente
Logo comigo, um cara suburbano
Que sempre soube onde por os dentes
Fui convidado pruma uma feijoada
Na sua casa lá na Vila Madalena
Eu tava duro e todo endividado
Sem pixo prá passagem eu vendi a antena
O gente fina prometeu-me emprego
Uma cutruca lá de balconista
Eu fui armado de pente Flamingo
E de Gomex com panca de artista
Experiência tenho de açougueiro
Matei cachorro a grito, vendi churrasquinho
Cheguei bem cedo com o meu currículo
Um olho no emprego e outro no petisco
Como era fraca aquela caipirinha
E o lero-lero foi só aumentando
O meu estomago não é de ferro
E minha fome me contrariando
Eu me senti em convenção de escoteiro
Achei estranho aquele lance todo
Topava um trampo até de coveiro
Que pelo menos eu tava almoçando
Mas foi um choque aquele acepipe
Com cara de torresmo mas com cheiro estranho
Num pururuca e nem tem os pêlo
Saquei a fita que tava rolando
Me expricaro que era de outro nível
Que era fino, coisa de muderno
Pra ser sincero nunca vi aquilo
Nêgo na fejuca envergando terno
O meu esôfago tava fechando
Sai dos trilhos, cheguei na panela
Foi quando vi que a carne de porco
Parecia esponja de lavar tigela
Em feijoada vegetariana
Tofu torresmo e tofú, tô mesmo
Eu nunca vi porco feito de soja
E minha fome continua a esmo
ROGERIO SANTOS
Tenho um amigo vegetariano
Vejam vocês que aventura diferente
Logo comigo, um cara suburbano
Que sempre soube onde por os dentes
Fui convidado pruma uma feijoada
Na sua casa lá na Vila Madalena
Eu tava duro e todo endividado
Sem pixo prá passagem eu vendi a antena
O gente fina prometeu-me emprego
Uma cutruca lá de balconista
Eu fui armado de pente Flamingo
E de Gomex com panca de artista
Experiência tenho de açougueiro
Matei cachorro a grito, vendi churrasquinho
Cheguei bem cedo com o meu currículo
Um olho no emprego e outro no petisco
Como era fraca aquela caipirinha
E o lero-lero foi só aumentando
O meu estomago não é de ferro
E minha fome me contrariando
Eu me senti em convenção de escoteiro
Achei estranho aquele lance todo
Topava um trampo até de coveiro
Que pelo menos eu tava almoçando
Mas foi um choque aquele acepipe
Com cara de torresmo mas com cheiro estranho
Num pururuca e nem tem os pêlo
Saquei a fita que tava rolando
Me expricaro que era de outro nível
Que era fino, coisa de muderno
Pra ser sincero nunca vi aquilo
Nêgo na fejuca envergando terno
O meu esôfago tava fechando
Sai dos trilhos, cheguei na panela
Foi quando vi que a carne de porco
Parecia esponja de lavar tigela
Em feijoada vegetariana
Tofu torresmo e tofú, tô mesmo
Eu nunca vi porco feito de soja
E minha fome continua a esmo
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