[e por falar em formigas...]
O que posso dizer...
se tuas palavras não ditas
vestiram-me, bilíngue, rosa partida
entrelaçada em flor
de sisal?
se há na tua língua um tropel de formigas
onde levantei broquel suicida
capaz de fundir
manancial?
O que posso dizer...
se todas as cores de Monet cegaram-me
a retina, traindo-me as narinas
entre surtos e silêncios
de Chagall?
se depois de vender flores,
enfileirar flamas em frascos de
silêncios assustadores
o resto me parece
completamente
banal?
‘mais’...
por falar em formigas...
* As estrofes dos poemas encaminham para outras intersubjetividades a partir da contemplação de Monet e Chagall, dentre elas as séries:

