O vento é largo
no céu sem prédios.
Procuramos remédios
pra doenças que nem há.
(Fabio Rocha)
"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
na_morada
as pessoas repetem
os mesmos papéis
os mesmos anéis
moram no apesar
e, com pesar,
fecham janelas
(Fabio Rocha)
os mesmos papéis
os mesmos anéis
moram no apesar
e, com pesar,
fecham janelas
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 6 de abril de 2012
bailarina
a bailarina
é um anjo
de asa fina
(Fabio Rocha)
é um anjo
de asa fina
(Fabio Rocha)
torci-colo
o pescoço aperta
afasta o sono
afasta escrever
afasta sorrisos
e modos de ser
mais leves
o pescoço alerta:
olhe
apenas
pra frente!
(Fabio Rocha)
afasta o sono
afasta escrever
afasta sorrisos
e modos de ser
mais leves
o pescoço alerta:
olhe
apenas
pra frente!
(Fabio Rocha)
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Poema de amor e paixão
o amor só aumenta quando finda
a paixão, sim, é aquela coisa linda
que nasce na ilusão
cresce na invenção
reproduz-se pelo medo
e morre pelo tédio
(e o amor só aumenta quando finda...)
( Fabio Rocha )
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
(IR)REAL (IR)RESISTÍVEL
porém
quando acordaremos?
os escritórios seguem tantos
contratos sem tato e alvos brancos
tudo tão claro e certo
que não dormimos
e sonhar é o verbo esquecido
caminhamos ressequidos ao mercado
ressentidos com desertos
deserdados de sentido
abcessos
percorremos o caminho mais seguro
abobados pelo mesmo
abalados de progresso
escrevemos
o poema
comportados
( Fabio Rocha )
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
O GRITO
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
AVESSO EM VERSO
sou chato
não gosto de festas
não rio de piadas
não ligo pra futebol
mas danço alto
e respingo o céu com arte
se te vejo suave
ouvindo chico buarque
(Fabio Rocha)
não gosto de festas
não rio de piadas
não ligo pra futebol
mas danço alto
e respingo o céu com arte
se te vejo suave
ouvindo chico buarque
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
SEMPRE, DESDE SEMPRE, PARA SEMPRE
conforto
passa um tempo
e a vida aperta
seu plexo
a escolha, então:
nascer de novo
em novo nexo
ou morrer em passatempos
preso no ovo
(Fabio Rocha)
OBS.: Inspirado no livro e na peça "A Alma Imoral".
passa um tempo
e a vida aperta
seu plexo
a escolha, então:
nascer de novo
em novo nexo
ou morrer em passatempos
preso no ovo
(Fabio Rocha)
OBS.: Inspirado no livro e na peça "A Alma Imoral".
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
MEU REINO NÃO É DESTE IMUNDO
o mundo é dos chatos
o mundo é dos crentes
o mundo é dos precavidos
o mundo é dos incompetentes
o mundo é dos puxa-sacos
o mundo é dos contentes
(Fabio Rocha)
o mundo é dos crentes
o mundo é dos precavidos
o mundo é dos incompetentes
o mundo é dos puxa-sacos
o mundo é dos contentes
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
REBECANDO 21
ela me lê lá
e daqui me rio
crendo em nós
crio
(Fabio Rocha)
e daqui me rio
crendo em nós
crio
(Fabio Rocha)
terça-feira, 27 de setembro de 2011
MEDITO PRIMAVERAS (VÔO)
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
JANELA SEM PENSAMENTO
a vida me deu essas palmeiras
só por hoje, só por hora
enchendo o meu lento olhar
com a paz do vento
(Fabio Rocha)
só por hoje, só por hora
enchendo o meu lento olhar
com a paz do vento
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
HOJE
a vida é curta demais:
abracei o caos
fechei o cais
comprei ovinhos de amendoim
e cortei os abdominais
(Fabio Rocha)
abracei o caos
fechei o cais
comprei ovinhos de amendoim
e cortei os abdominais
(Fabio Rocha)
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
DA FALTA DE SONO
caminho
e só há o movimento
pois não dura nem verdade
nem contentamento
ah, minhas retintas retinas
num céu meio nublado
vendo estrelas extintas
(Fabio Rocha)
e só há o movimento
pois não dura nem verdade
nem contentamento
ah, minhas retintas retinas
num céu meio nublado
vendo estrelas extintas
(Fabio Rocha)
FORNO
o encontro é fogo
vulcão dentro do sol
no quinto dos infernos
não há lugar pro morno
(Fabio Rocha)
vulcão dentro do sol
no quinto dos infernos
não há lugar pro morno
(Fabio Rocha)
terça-feira, 26 de julho de 2011
CHAMPANHA
na boemia não há depois
a noite é a anti-rima da meta
no teu colo vejo
dois
e o capeta escreve torto
por linhas retas
(Fabio Rocha)
a noite é a anti-rima da meta
no teu colo vejo
dois
e o capeta escreve torto
por linhas retas
(Fabio Rocha)
segunda-feira, 25 de julho de 2011
NOITE
quando o navio da noite
me sorri um assobio
alimento pássaros de silêncio
e acendo pavios
(Fabio Rocha)
me sorri um assobio
alimento pássaros de silêncio
e acendo pavios
(Fabio Rocha)
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