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domingo, 12 de setembro de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

MEUS TRINTA ANOS

a certeza insana
de não ter vivido nada
enquanto a decrepitude
decreta:
não viverás muito mais

(Fabio Rocha)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SOLIDÃO NÃO SER DERROTA

Para Stella

Ora, podeis amar estrelas...
(De certo, perdeste o nexo... )

E a estrela
a mesma estrela feito
uma estrela outra
desce do céu ao plexo
transmutada em pássaro.

Pássaro negro, noite
cantando outras eras
sons dourados, cortes
onde eu era herói...

Mas o herói
é a criança
que propositalmente
se esquece de crescer.

Sigo só.

O pássaro engrandece
em ausência e força.

Respiro.

Asas tece o peito:
dor elegante
que devagar me abraça
e me fortalece.

(Fabio Rocha)

domingo, 20 de setembro de 2009

MAR FORTE (A)TEMPORAL

quando a paisagem passar:
deixarei uns poucos versos bons
muitas dores fortes
e uma vontade antiga
de amar até a morte

(Fabio Rocha)

DIÁRIO

Para Stella

À sombra do fim
todo despertar matinal
se desfaz
lentamente
em pesadelo real.

Tudo é dor:
Todo poema bonito
música emocionante
filme romântico
paisagem marcante...

Tudo reflete o não-elo:
nas várias faces do belo
a violência da falta.

(Fabio Rocha)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

TIC TAC

A criança:
olhos abertos
na noite fechada.

No corredor
um relógio
de parede.

A criança sozinha
ouve escuro
e vê seu som.

O relógio imenso
semeando
finitudes...

(Fabio Rocha)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

SIBILO

antes que a noite
engula o tempo
escrevo lento
antes que a foice
antes que o vento

(Fabio Rocha)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

SEM SAL

Enquanto o tempo
se despede
desliza
desmancha
surfamos sem prancha
pelo mar sem conchas.

(Fabio Rocha)