"Abrir o peito à força numa procura / Fugir às armadilhas da mata escura" (Eu caçador de mim - Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão)
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domingo, 12 de setembro de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
MEUS TRINTA ANOS
a certeza insana
de não ter vivido nada
enquanto a decrepitude
decreta:
não viverás muito mais
(Fabio Rocha)
de não ter vivido nada
enquanto a decrepitude
decreta:
não viverás muito mais
(Fabio Rocha)
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
SOLIDÃO NÃO SER DERROTA
Para Stella
Ora, podeis amar estrelas...
(De certo, perdeste o nexo... )
E a estrela
a mesma estrela feito
uma estrela outra
desce do céu ao plexo
transmutada em pássaro.
Pássaro negro, noite
cantando outras eras
sons dourados, cortes
onde eu era herói...
Mas o herói
é a criança
que propositalmente
se esquece de crescer.
Sigo só.
O pássaro engrandece
em ausência e força.
Respiro.
Asas tece o peito:
dor elegante
que devagar me abraça
e me fortalece.
(Fabio Rocha)
Ora, podeis amar estrelas...
(De certo, perdeste o nexo... )
E a estrela
a mesma estrela feito
uma estrela outra
desce do céu ao plexo
transmutada em pássaro.
Pássaro negro, noite
cantando outras eras
sons dourados, cortes
onde eu era herói...
Mas o herói
é a criança
que propositalmente
se esquece de crescer.
Sigo só.
O pássaro engrandece
em ausência e força.
Respiro.
Asas tece o peito:
dor elegante
que devagar me abraça
e me fortalece.
(Fabio Rocha)
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domingo, 20 de setembro de 2009
MAR FORTE (A)TEMPORAL
DIÁRIO
Para Stella
À sombra do fim
todo despertar matinal
se desfaz
lentamente
em pesadelo real.
Tudo é dor:
Todo poema bonito
música emocionante
filme romântico
paisagem marcante...
Tudo reflete o não-elo:
nas várias faces do belo
a violência da falta.
(Fabio Rocha)
À sombra do fim
todo despertar matinal
se desfaz
lentamente
em pesadelo real.
Tudo é dor:
Todo poema bonito
música emocionante
filme romântico
paisagem marcante...
Tudo reflete o não-elo:
nas várias faces do belo
a violência da falta.
(Fabio Rocha)
segunda-feira, 20 de julho de 2009
TIC TAC
A criança:
olhos abertos
na noite fechada.
No corredor
um relógio
de parede.
A criança sozinha
ouve escuro
e vê seu som.
O relógio imenso
semeando
finitudes...
(Fabio Rocha)
olhos abertos
na noite fechada.
No corredor
um relógio
de parede.
A criança sozinha
ouve escuro
e vê seu som.
O relógio imenso
semeando
finitudes...
(Fabio Rocha)
quinta-feira, 9 de julho de 2009
SIBILO
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
SEM SAL
Enquanto o tempo
se despede
desliza
desmancha
surfamos sem prancha
pelo mar sem conchas.
(Fabio Rocha)
se despede
desliza
desmancha
surfamos sem prancha
pelo mar sem conchas.
(Fabio Rocha)
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