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terça-feira, 19 de maio de 2009

As desventuras da Wired

A Wired é uma destas revistas que surfaram muito bem a onda da internet e das tecnologias digitais. É uma referência, em papel, muito bem conectada com o que está acontecendo, de uma forma cheia de personalidade.

Em 2001, Chris Anderson foi contratado pela editora da revista, a Condé Nast, como editor-chefe da Wired. De lá pra cá, conseguiu elevar a tiragem em mais de 30%, alcançando os mais de 700 mil exemplares mensais. A revista é um sucesso editorial, ganhou três National Magazine Awards este ano e, quando o o blog Gawker fez uma enquete para ver qual revista da Condé Nast deveria sobreviver, a Wired ganhou.

Mas a revista é um fracasso comercial. O número de páginas de anúncios vem caindo sistematicamente; em maio, foram apenas 38 páginas, o pior resultado da história da Wired. O New York Times fez uma matéria, recentemente, sobre o impacto da economia na revista; pequena demais, no cenário editorial internacional, para dar sustentação a grandes campanhas, e não geek o suficiente para atrair os anunciantes específicos de tecnologia, ela fica sujeita ao mercado voltado para o charme. Nesta última edição, havia um anúncio de pia de cozinha e uma das sandálias Havaianas.

Aí fica a pergunta: para onde vai a Wired?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Bairro, de olho no mercado classe C

A McCann Erickson Brasil anunciou a criação da "Bairro", unidade de consultoria de negócios voltados para a classe C, população emergente que é calculada em quase 100 milhões de pessoas, ou 52% da população do Brasil.

O grupo McCann já opera unidades com o nome Barrio no México, na Colômbia, no Chile, na Guatemala e no Panamá. Agora, outras Barrios também vão surgir na Argentina, Peru e Venezuela.

A nova unidade brasileira será comandada por Gustavo Otto, que é diretor de Planejamento da McCann no Rio de Janeiro, e contará também com pelo menos um profissional de cada área da publicidade. Sua ação será elaborar projetos específicos, que serão testados em bairros paulistanos em parceria com ONGs ou sociedades comunitárias locais.

sábado, 29 de novembro de 2008

O varejo sente a crise

O impacto da crise do subprime está sendo duro para as redes de varejo americanas.

Veja o que diz o Giba Um, no seu site: Relatórios de consultorias americanas apresentam levantamentos sobre o que acontece com o comércio dos EUA, em decorrência da crise financeira. A rede de moda feminina Ann Taylor vai fechar 117 lojas até o final do ano; a Eddie Bauer já fechou 27 lojas. A Talbots vai fechar 78 lojas de roupas masculinas e infantis, mantendo apenas 22 lojas de roupas femininas. A Gap está terminando com as marcas Old Navy e Banana Republic. A Foot Locker, rede de lojas de tênis e agasalhos esportivos, deve fechar 140 lojas. A Disney Store já fechou 98 de suas 220 lojas. A rede de lojas de departamentos Macy's já fechou 9 de suas grandes lojas. E a CompUsa e a Bombay Company vão fechar todas as lojas e encerrar atividades.

Esta é a verdadeira face da crise.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Cliente

"Não é a empresa que define o mercado. É o cliente.”
Peter Drucker