domingo, 15 de abril de 2012

once upon a time there was candy and dan...


Things were very hot that year.
All the wax was melting in the trees.
He would climb balconies, climb everywhere, do anything for her, oh Danny boy.
Thousands of birds, the tiniest birds, adorned her hair.
Everything was gold.
One night the bed caught fire.
He was handsome and a very good criminal.
We lived on sunlight and chocolate bars.
It was the afternoon of extravagant delight.
Danny the daredevil.
Candy went missing.
The days last rays of sunshine cruise like sharks.
I want to try it your way this time.
You came into my life really fast and I liked it.
We squelched in the mud of our joy.
I was wet-thighed with surrender.
Then there was a gap in things and the whole earth tilted.
This is the business.
This, is what we're after.
With you inside me comes the hatch of death.
And perhaps I'll simply never sleep again.
The monster in the pool.
We are a proper family now with cats and chickens and runner beans.
Everywhere I looked.
And sometimes I hate you.
Friday -- I didn't mean that, mother of the blueness.
Angel of the storm.
Remember me in my opaqueness.
You pointed at the sky, that one called Sirius or dog star, but on here on earth.
Fly away sun.
Ha ha fuckin ha you are so funny Dan.
A vase of flowers by the bed.
My bare blue knees at dawn.
These ruffled sheets and you are gone and I am going too.
I broke your head on the back of the bed but the baby he died in the morning.
I gave him a name.
His name was thomas.
Poor little god.
His heart pounds like a voodoo drum.

-Candy (2006)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

i could die in your arms right now


Tic-tac. Essa mania de passar, em pensamento, 24 horas por dia ao lado teu revivenciando repetidamente momentos unicamente por Deus testemunhados. É que se todo coração é burro, o meu é mais. Essa necessidade de ti, essa urgência dos teus beijos. A adição ao seu toque. Porque a pleninute só é alcançada quando estás dentro de mim. Completude. Sem mais meu bem, em paz. Sentimento hiperbolicamente paradoxal, essa paz que me arranca o chão, que me leva ao incêndio dos céus. Você, aquele que me sufoca de sentimentos ardis, faz escorrer pelos olhos dor, pela derme êxtase, pelos poros sangue. Do começo ao fim, como se não houvesse sábado. Se irrelevas o tempo, para que saber que horas são? Do torpor de volta ao paradoxo. Te adorando pelo avesso. A negação que sombreia o sentimento perene, que coisa alguma explica por que não fenece. Intrínseco à carne, que busca tão somente e exageradamente a tua carne. Porque elas se precisam, porque se completam, porque se querem, mesmo que desejem se repelir, no encontro elas se fundem. Dá pra ouvir o barulho que a proximidade traz. Magnetismo. A pele rasgada para que você beba o que nela pulsa, meu sal na sua língua, seus fluidos em mim. Dentro-dentro. O encontro da derme é óbvio, quatro paredes eu você e Deus. Sons, cheiros, gostos, tato. Você em mim feito tatuagem. Libido escancarada, junto ao meu corpo sentir você pulsar, dançando em um quarto em chamas. No fim o gozo, precipício, lágrimas jorrar e em meu peito, o seu, silenciar.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

tudo bem, tudo zen.



"O tempo passa e um dia a gente aprende." Sempre ouvi essa frase com pouca fé, e pouca luta. Talvez por acreditar que esse dia nunca chegaria, talvez, e mais provavelmente, por não almeijar que ele chegasse. Vontade hipócrita. Por gostar dessa sensacão superficial de um sentimento insano, me preenchendo de vazio e transbordando amargura. Hoje finalmente me sinto lúcida. Eu costumava te amar, mas agora eu estou sóbria. Posso enxergar que ninguém entendia o que tínhamos porque não era uma coisa normal, passava longe de ser algo saudável. Eu cultivava você dentro de mim, alimentando-o diariamente, e sempre que você chegava ao seu leito de morte, já fraco e subnutrido, eu rasgava os pulsos pra você beber, e você bebia cada gota sagrada de sangue. Hoje não consigo entender como uma mulher como eu se deixou passar tanto tempo nas trevas, vivendo na sua sombra, seguindo seus passos. Como pude me diminuir tanto? Ser tão escrava de uma vida que não me acrescentava em nada, não me preenchia, não me findava. Eu sabia, mas no fundo não queria acreditar, que esse dia ia chegar, e que eu iria me arrepender por cada segundo perdido ao seu lado, somando na sua presença insignificante, na sua inércia, no nada que é você. Bege. Quanto atraso de vida, quanto tempo perdido, quantas oportunidades desperdiçadas. Pra que? Pra ajudar alguém que não quer ser ajudado, mudar alguém que não muda, é seu baby,conforme-se. É intrinseco a você, sua natureza, esse mofo, esse limo, essa lama. A linha branca em volta do corpo que já levaram, e que mesmo assim me relaciono. Com o que não existe mais, com a cadeira que puxaram e eu sentei. Definitivamente não nasci para ser a muleta de alguém. Não sei em Milão, em Ny, mas esse estilo de vida a lá Madre Tereza de Calcutá, ao menos ao meu ver, está cada dia mais oldfashion. Não consigo nem cuidar dos meus pensamentos. Atabalhoados. Pensamentos que precisavam ser inventados, lembranças criadas, para continuar sentindo saudade de você. Like a desease. Me rasgando diariamente, pra você e em mim. Dentro-dentro-dentro, fundo. Mas viver é um rasgar-se e emendar-se. Emendo-me agora. Lúcida. Sóbria. Nada deve permanecer em sua vida mais tempo do que o necessário, nada é definitivo, precisamos inovar. Hoje eu comecei minha faxina, eu to jogando tudo fora. Tudo o que não me serve mais, todo lixo que acumulei, seja bem vindo, novo. Seja bem vindo você que me viu passar na rua e que eu nem percebi, porque estava ocupada demais me auto-destruindo, auto-sabotando. Alimentando algo que já estava morto. Agora é hora de matar quem já está morto. Crime impossivel. Pó acumulado sobre as emoçoes, e a nítida impressão de que já vou tarde. Quando o dia que você mais esperou que chegasse nos ultimos anos finalmente chega, whats next? Para ser honesta, eu sinceramente não sei, mas me sinto inundar por uma paz incrivel. Um encontro com uma vontade avassaladora de viver. Escrevo agora, enquanto dura essa música, não para dizer algo, mas para APAGAR.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

playing for a change


A balança marca 55 kg, mas aqui dentro-dentro a sensação é de 2 toneladas. Medida desmedida. Vontade bulímica do dedo na garganta expulsando corpos estranhos, todos essses que me habitam e me pesam. Intensidade desequilibrada, insanidade ratificada, e olhe que tento ser apenas metade do que sinto. Minha alma sangra, meu corpo chora, minha aura pesa. Como será ser leve? Como será olhar uma pedra e ver apenas uma pedra? Eu, que tanto me orgulhei da minha intensidade ariana, impulsividade inconsequente, hoje olho pra dentro e ao redor, e sinceramente choro. Sou tanto, que não caibo mais em mim, tenho medo do normal, baybe. E de tanto transbordar sensaçoes e sentimentos, hoje eles me transbordam e se concretizam na lágrima. Ela, que é a materialização do sentimento, aflora em mim o desejo de mudança, e com ele a vontade de ser menos, para ser mais. Amar menos para amar mais. Filtrar a vida, afunilar as pessoas e peneirar os sentimentos. Hoje eu to jogando tudo fora. Tudo que não presta mais, todo lixo que joguei nos meus becos e quintais. Quero respirar leve, ser clara, eu quero ser sincera com algúem. Eu preciso ser sincera comigo. Cuidar de mim, beijar minhas cicatrizes, curar minhas feridas, ao invés de esperar que alguem o faça. Hoje entendo que é preciso me amar pra poder ser amada, é preciso me valorizar para ter valor. Em busca da felicidade. E ela, essa jovem tão cobiçada, as vezes acontece não só por adição, mas por subtração. É preciso esquecer, let go, pessoas e experiências. Mesmo que essa pessoa seja eu. É preciso trocar de pele, esquecer a dor, que de tão velha já pode morrer. Exigimos o eterno do perecível, loucos. E se a saudade bater, engolir o choro pra afoga-la. Afogar essa coisa que coisa alguma explica por que nao fenece.

sábado, 26 de junho de 2010

quando quando quando


eu preciso parar com isso, eu preciso deixar de ser muito, e olhe que tento ser apenas metade do que sinto. as vezes cansa sangrar tanto. as vezes queria olhar para uma pedra e ver somente uma pedra. desejo as vezes ser mais um casal convencional. ir de mãos dadas ao cinema no domingo, ter alguém para dividir o mundo, para que não pese tanto. ser mais leve. mas não, eu não consigo ser menos intensa. eu não consigo ser discreta, eu não consigo falar baixinho, ou não contar minha vida toda em meia hora pra quem acabo de conhecer. tenho pressa, tenho fome de amar. tenho tanto pra dar, mas ninguém pra receber. nunca acho que ninguém seja suficientemente bom, costumo me apaixonar somente por quem não posso. distancia literal ou distancia imaterial, qualquer obstaculo instransponivel que eu encontre eu acho perfeito. é lá que quero depositar meu amor. por que? porque sei que não posso. é como se eu tivesse medo do real, do palpável, tangível. me alimentasse do que poderia ser ou poderia ter sido. sofrer pelo passado e imaginar o futuro, que quando se torna presente me assusta. preciso parar com isso. preciso botar os pés no chao e parar de viver do que não me acrescenta em nada, não muda, não volta, não existe. preciso parar de criar, idelizar coisas, pessoas. e viver delas. e viver disso. viver do que não existe, do que eu criei dentro da minha cabeça louca. tenho quase certeza que puxei ao meu pai. e não acho isso uma coisa boa. poeta, comunista, músico, sozinho e triste. assim como eu vê flor ao invés de pedra. e nem tudo são flores. não existe homem perfeito, vida perfeita, lugar perfeito. ningúem vai chegar cantando e tocando pra mim uma música que compôs pros meus olhos, e passar a noite citando vinicius de morais e discutindo a fome no mundo e como a lua é bela. esse romantismo todo não existe mais, talvez eu seja mesmo o ultimo romantico. é triste você precisar suprimir sua intensida pra se encaixar no mundo, e não ser um peixe fora d`gua, um às de espadas fora do baralho. borboletas no aquário. mas talvez seja necessário, tentar ser menos, pra poder amar. poder finalmente dar bom dia ao amor. bom dia a mim. nao exigir tanto de si e tanto dos outros. a felicidade está nas coisas simples não é mesmo? e o simples é o mais importante. mas eu nao sou simples, a vida não é simples. mas por que eu preciso complicar tanto? agora mesmo estou brigando com minhas próprias palavras, meu proprio texto. é a parte de mim que quer mudar versus a minha intensidade que grita dizendo que prefere morrer sozinha do que ter que ser diminuída. sou assim. duas partes em mim. irmas siamesas que não se confudem, e que gritam, mas nao consigo ouví-las.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Suaves Momentos


Ah, fragilidade que me encanta
Suave boca que desorienta
Carinho leve que movimenta,
Esse desejo que você suplanta,

Com uma sensualidade que é tanta,
Que arrasa, abraça, é violenta,
E como uma ninfa, fomenta, tenta
Mostrar-me que a paixão é manta,

Desse teu corpo quente, ardente,
E que ao sorrir, contente,
Me deixa pleno, em paz...

E agora componho sem dor
Esses versos para o seu torpor,
Dessa satisfação tão voraz...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

o fogo dança no vento.


De olhos bem abertos, depois de tanto tempo pensando que podia ver uma luz na escurdão total e irreversível. "Saiba que os poetas como os cegos, podem ver na escuridão." Não sou poeta. Tampouco sou cega. Estou mais viva e lúcida que sempre, e apenas escrevo um amontoado de palavras perecíveis que tem o seu prazo de validade expirado, e em dias, meses, perdem o sentido. Isso não é ser poeta.

Fruta mordida apodrecendo no canto do quarto. Bem vinda, una-se às demais. Umas mais podres que outras, todas mordidas, todas somando erros numa vida de nenhum acerto. Alma despida, fracasso patenteado. Depois da queda: Cacos espalhados. Nas entranhas, rasgando e sufocando. Lágrimas engolidas para afogar a saudade hipócrita de uma vida que nao me acrescentava em nada, nao me confortava em nada.

Crussificado, morto e sepultado. Desceu ao inferno. Espero que arda, sangre e jorre a infelicidade e desonestidade que plantou. Que colha a crueldade e o desamor que semeou. E eu? Eu vou lá. Vou subir aos céus.