...Mas, ao mesmo tempo, parece estar mais perto do que nunca.
E no entanto, apesar de perto, como sinto que ele está, há uma saudade que dorme e acorda comigo desde o dia 16, quando ele resolveu viajar para o outro lado.
Sinto falta de sua voz, de sua risada e até do seu mau humor. Sinto falta dele naquela casa. E sinto falta dele com Nina e uma nostalgia às avessas do que ele não pode viver com Theo.
Enfim.
Espero que ele esteja bem e que um dia possa mandar notícias nem que seja na asa de um sonho.
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01 novembro, 2010
18 junho, 2010
Sem Saramago
Dizer que perdemos uma das vozes mais lúcidas e combativas é pouco. Perdemos um referencial. E nada me tira a certeza de que o século XX acabou hoje.
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.
Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008
[do blog Outros Cadernos de Saramago]
01 junho, 2010
Sem Wilson Bueno
Foi encontrado morto ontem, em Curitiba, o escritor Wilson Bueno. Bueno foi assassinado. E ficamos mais tristes e mais pobres. Abaixo, um poema seu, que saiu há alguns meses no blog Cantar a Pele de Lontra, de Claudio Daniel.
28
Cai-me ao colo Amor de súbito
Um susto, um esgar, um bramido.
Estertor de tudo – desamor Amor ao avesso?
Quero-vos lúmpen, maltrapilha, campesina
Quero-vos riacho e manso açude.
Amor, entanto, vocifera pontiagudo
Mural de rochas e lascas e espelhos e cardumes
A fingir do Amor – casta figura? –
O Desamor em pêlo, às turras,
Aos vozeios, facas, murros, unhas
A alvoroçar o silêncio de agulhas.
Para saber sobre o caso, clique aqui.
13 março, 2010
14 janeiro, 2010
03 julho, 2009
Sem Rodrigo de Souza Leão

(1965-2009)
Para saber do poeta, nada melhor que sua obra e duas datas: nascimento e morte. E, claro, a ausência que deixa entre os seus.
Não conheci Rodrigo. Trocamos pouquíssimos e-mails. Dois, três? Mas a força de sua poética falará mais alto que sua morte:
LOUCO.
Já fui gordo. Já fui magro.
Já fui ego. Já fui id.
Já fui o que quis e o que não quis.
Já fui muito. Já fui pouco.
Hoje tenho a sensação
que não passei de um louco.
Já fui ego. Já fui id.
Já fui o que quis e o que não quis.
Já fui muito. Já fui pouco.
Hoje tenho a sensação
que não passei de um louco.
A Casa das Rosas homenageia o poeta próximo dia 09 de julho, em recital com Claudio Daniel, Virna Teixeira, Horacio Costa, entre outros, às 19 horas.
Para ler uma entrevista com Rodrigo, clique aqui
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