O índio lutador,
Tem sempre uma história pra contar.
Coisas da sua vida,
Que ele não há de negar.
A vida é de sofrimento,
E eu preciso recuperar.
Eu luto por minha terra,
Por que ela me pertence.
Ela é minha mãe,
E faz feliz muita gente.
Ela tudo nós dar,
Se plantarmos a semente.
A minha luta é grande,
Não sei quando vai terminar.
Eu não desisto dos meus sonhos,
E sei quando vou encontrar.
A felicidade de um povo,
Que vive a sonhar.
Ser índio não é fácil,
Mas eles têm que entender.
Que somos índios guerreiros.
E lutamos pra vencer.
Temos que buscar a paz,
E ver nosso povo crescer.
Orgulho-me de ser índio,
E tenho cultura pra exibir.
Luto por meus ideais,
E nunca vou desistir.
Sou Pataxó Hãhãhãe,
E tenho muito que expandir.
Autor: Edmar Batista de Souza (Itohã Pataxó) 06/09/06
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Afro indígenas

O que dá riqueza a um povo?
O Brasil é filho de uma grande mistura, mistura de raças, cores, dores e força. Somos filhos principalmente de dois povos: os africanos e indígenas.
Povos que sempre viveram em liberdade, tirando da mata, Mãe Terra, Abyaiala das Américas, o essencial para se viver, povo forte, vivo; povo também que foi brutalmente caçado e levado cativo e escravo por um povo branco, que do Cáucaso aqui vieram para usurpar de nós aquilo que é menos valioso, o ouro, a prata, para isso privaram-nos de nosso maior tesouro, da liberdade, da vida. Mas, o que seria de um povo sem sua liberdade?
Tupã, Deus maior das terras das Américas, comandava seus filhos, guerreiros, que reverenciavam Abyaiala. Eram donos da terra, do fogo, do ar, donos daquele maravilhoso mundo que os rondava. Cultuavam seus antepassados, pediam ajuda aos desencarnados, eram crentes, viviam felizes com as suas raízes. Tinham terra para plantar, águas para pescar (e porque não se banhar debaixo de uma belissima cachoeira), desafiavam os ventos, com suas flechas que cruzavam os ares em busca de alimento, guerra e paz, era isso, eles queriam tranquilidade, seus Deuses lhes deram tudo que eles podiam querer. Os filhos, "OS DONOS da terra", não tinham só um paraíso em mãos, eram detentores também da cultura, de danças, religião, dialetos, explosão: de povos, filhos de um mesmo rei, de conhecimentos que ocidentais, com a maior das tecnologias, não conseguiria destruir.
Quando chega da África, trazido nos navios negreiros para trabalhar nos engenhos, o negro (africano) não traz só sofrimento, angústia, ansiedade. Ele traz riquezas, tradições, uma cultura nunca antes vista pelo homem branco, pelos europeus que residiam no Brasil.
Eles trazem o caruru, o vatapá, o acarajé, os orixás, o candomblé.
Plantam suas raízes nessa terra que para eles é desconhecida, deixam seus instrumentos para quem quiser tocar. Assim difundiu-se uma rica cultura que logo perde sua singularidade, quando mistura-se com a cultura européia e indígena, resultando no mais lindo encontro étnico-cultural que o mundo já viu.
Surgem os congados, o maculelê, o maracatu.
Todos aos sons de ritmos frenéticos que logo lembram as melodias das músicas tocadas em “terreiros de macumba”.
Tarefa - Poema

A saga do índio
Do mar vieram grandes canoas
Trouxeram homens, correntes e um chicote que ressoa
Levaram a nossa mata e queriam o nosso bem mais precioso
Roubaram vidas, mulheres e queriam a nossa honra moço!
Onde já se viu seres da floresta viverem presos numa gaiola?
Onde já se viu querer roubar de um povo a sua história?
Muitos irmãos morreram, ou sem força serviram ao homem branco
Mas outros, fortes e corajosos, lutaram, fugiram e viveram em canto.
O tempo passou e levou consigo o que era nosso!
Hoje destroem o mar, o ar, a terra e em breve terão remorso
Poucos dos nossos ainda vivem em aldeias,
outros procuram a sorte nas cidades que os rodeia
Mas fomos excluídos e parece não haver respeito,
respeito por um povo que chegou primeiro e tem uma riqueza maior dentro do seu peito.
(Jéssica Trabuco)
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