O Príncipe da Paz nos convida a ser
semeadores/as da Paz. E o melhor de tudo é que Ele, sabendo de nossa tendência
ao mal, nos ajuda a sermos pacificadores/as... E a construirmos a paz em nossas
relações interpessoais, amicais, eclesiais, profissionais, sociais etc. Nos
unamos com outros/as filhos/as da Paz a fim de que a vida seja transformada.
Somos tão frágeis, limitados/as,
pequenos/as... Poderíamos, de fato, nos colocarmos ao lado Daquele que é
Poderoso, Ilimitado e Grande para que nos parecêssemos mais com Jesus Cristo. Tem
misericórdia de nós Senhor!
Estou com a sensação de que este clima de animosidade
ao PT conduzirá uma pessoa muito controversa ao posto máximo em nosso país. Deixa-me
perplexo que os espaços cúlticos de várias comunidades “cristãs” estejam sendo
usados para fomentar o ódio e mobilizar votantes a favor do Espinheiro. Decidir
algo imerso em revanchismo e odiosidade costuma, como diria a minha avó, dar “caca”.
Reflitamos.
Espero que, junto com a primavera, as boas
novas sejam vividas e anunciadas. Que o perdão brote. Que a esperança renasça.
Enfim, que a beleza do Evangelho se concretize em ações, poesias, sons e silêncios.
Parece que está havendo um declínio do
humanismo. Vários cristãos e cristãs estão se apresentando como inimigos/as de
quem defende os Direitos Humanos e as pessoas pobres e marginalizadas. Estes/as
estão reforçando o machismo, o racismo, o status quo, a xenofobia, a homofobia
e a exclusão das minorias religiosas. O que estão fazendo com o Evangelho? Que “cristianismo”
é esse?
As eleições estão chegando. Como amigas e
amigos de Deus não podemos deixar com que a indiferença ou o sentimento de
revanchismo, de raiva e de vingança nos mova em nossas deliberações. O amor, a
justiça, a paz, a solidariedade e a misericórdia ainda devem nos orientar. Nós
não temos que estabelecer uma teocracia. Deus é o responsável pelo Reino e nós
não temos que impor a nossa cosmovisão para ninguém. Devemos tomar decisões que
gerem o bem e a justiça social para todas as pessoas do Brasil.
Neste dia o meu pai comemoraria mais um
ano de vida. Ele foi um discípulo de Jesus comprometido com o Reino. Tal comprometimento
se via, por exemplo, no exercício da sua profissão de Auditor Fiscal. Em nome
da justiça que ele experimentou da parte de Deus, procurava agir justamente em
prol das trabalhadoras e trabalhadores. Eu sempre o via colocando-se ao lado
das pessoas fracas, injustiçadas e exploradas.Suas atitudes eram duríssimas com as poderosas e poderosos que tentavam corrompê-lo
para se beneficiarem. O patronato sofria não mão dele. Isso me faz pensar nas
escolhas que políticas e políticos, que se afirmam cristãs e cristãos, fazem no
Congresso Nacional. Promovem explicitamente o mal para o povo trabalhador. Essa
gente pisa no Evangelho todo dia. Que Deus sensibilize essa turma que fez um
pacto com o próprio umbigo.