sábado, 28 de fevereiro de 2009

Eu, minha amiga e nossos fantasmas

Semana estranha e cheia de diferentes emoções essa que está terminando hoje. O ponto alto foi a visita inesperada de uma querida amiga, quarta-feira, em torno das 22h. Eu estava indo cedo para a cama, na intenção de ler um pouco e dormir logo, para dar conta dos compromissos que iniciariam de manhãzinha no dia seguinte. Tocou o celular:

- Oi, Ana. Estás em casa?
- Oi, querida. Estou sim, pode ligar aqui.
- Não, eu estou na rua, aqui perto. Posso ir aí?

Minutos depois chegou minha amiga, linda como sempre, mas emocionalmente destruída, extravazando uma profunda tristeza. Tremia e chorava. Dei um abração, disse para ela se acalmar e me contar o que tinha acontecido. Ela sentou na poltroninha colorida do canto da sala, ao lado da luminária maior. Ofereci água, cerveja e uma tigelinha de porcelana como cinzeiro (não tenho mais cinzeiros em casa). De blusa laranja e calça estampada, no contraste com a poltrona e a luminária coloridas, ela parecia uma pintura de Frida Kahlo. Sentei no sofá preto com as pernas cruzadas e comecei a ouvi-la.

Ela falou, falou, falou. Resgatou assuntos de dez anos atrás que ainda incomodavam. Admitiu medos, conseguiu rir de algumas coisas e também ouviu outras que eu tinha a falar. Não deixei que fosse embora porque o caminho até sua casa seria longo demais. Fomos dormir perto das 4 horas, com o despertador programado para tocar às 7. Apesar de isso ter comprometido a produtividade do meu dia, tenho certeza de que fiz a coisa certa ao oferecer ombro e ouvidos para ela.

O dano emocional, na verdade, foi estabelecer paralelos entre a história atual dela e a minha própria história recente. Embora eu esteja alegre e faceira, vivendo mil coisas novas e cheia de projetos, abrir a caixinha das tristezas, raivas e mágoas passadas foi um abalo emocional considerável. Isso somado a outras coisas me fez voltar a ser, nos dois últimos dias, a chorona do trânsito. É tiro e queda: entro no carro, ligo o som e desando a chorar até chegar ao meu destino. Mas assim como na época da vivência das emoções originais, tenho certeza de que isso também vai passar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Duas horas de trânsito na volta do trabalho

e tocando ainda Lenine no meu cd player:



desta cidade um dia só restará
o vento que levou meu verso embora




[Será que essa gente não vai embora nunca???]

Quarta-feira de Cinzas

Dia nublado, leve ressaca. Deadline prorrogado. E nos primeiros e-mails da manhã, mais um pedido de orçamento para trabalho freelancer. Se o ano ainda não tinha começado... agora vai!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nana, neném

Meus boxers nunca me darão netos. Sorte minha. Se nascessem filhotinhos do Fidel e da Lola eu certamente teria hoje uma verdadeira matilha de bochechudos remelentos lambões no quintal - e uma conta ainda mais astronômica na agropecuária, além da responsabilidade de ter também aumentado a já problemática população canina da cidade. Mas se eu os tivesse, acho que também cantaria pros meus netinhos. Como o tiozinho do vídeo aí embaixo. Fofo!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Já que é noite de Oscar...

...lembrei dos filmes que me comovem todas as células e me arrancam lágrimas:

1) "O filho da noiva";
2) "E.T." (é sério);
3) "Fale com ela" (que estou vendo agora *snif*)
4) "Marley & eu";
5) "Brilho eterno de uma mente sem lembranças".

[Vale dizer que não assisti a todos os que concorrem a melhor filme, mas torço por Benjamin Button. "Good night, Benjamin." "Good night, Daisy."]