Semana estranha e cheia de diferentes emoções essa que está terminando hoje. O ponto alto foi a visita inesperada de uma querida amiga, quarta-feira, em torno das 22h. Eu estava indo cedo para a cama, na intenção de ler um pouco e dormir logo, para dar conta dos compromissos que iniciariam de manhãzinha no dia seguinte. Tocou o celular:
- Oi, Ana. Estás em casa?
- Oi, querida. Estou sim, pode ligar aqui.
- Não, eu estou na rua, aqui perto. Posso ir aí?
Minutos depois chegou minha amiga, linda como sempre, mas emocionalmente destruída, extravazando uma profunda tristeza. Tremia e chorava. Dei um abração, disse para ela se acalmar e me contar o que tinha acontecido. Ela sentou na poltroninha colorida do canto da sala, ao lado da luminária maior. Ofereci água, cerveja e uma tigelinha de porcelana como cinzeiro (não tenho mais cinzeiros em casa). De blusa laranja e calça estampada, no contraste com a poltrona e a luminária coloridas, ela parecia uma pintura de Frida Kahlo. Sentei no sofá preto com as pernas cruzadas e comecei a ouvi-la.
Ela falou, falou, falou. Resgatou assuntos de dez anos atrás que ainda incomodavam. Admitiu medos, conseguiu rir de algumas coisas e também ouviu outras que eu tinha a falar. Não deixei que fosse embora porque o caminho até sua casa seria longo demais. Fomos dormir perto das 4 horas, com o despertador programado para tocar às 7. Apesar de isso ter comprometido a produtividade do meu dia, tenho certeza de que fiz a coisa certa ao oferecer ombro e ouvidos para ela.
O dano emocional, na verdade, foi estabelecer paralelos entre a história atual dela e a minha própria história recente. Embora eu esteja alegre e faceira, vivendo mil coisas novas e cheia de projetos, abrir a caixinha das tristezas, raivas e mágoas passadas foi um abalo emocional considerável. Isso somado a outras coisas me fez voltar a ser, nos dois últimos dias, a chorona do trânsito. É tiro e queda: entro no carro, ligo o som e desando a chorar até chegar ao meu destino. Mas assim como na época da vivência das emoções originais, tenho certeza de que isso também vai passar.
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
sábado, 28 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Duas horas de trânsito na volta do trabalho
e tocando ainda Lenine no meu cd player:
desta cidade um dia só restará
o vento que levou meu verso embora
[Será que essa gente não vai embora nunca???]
desta cidade um dia só restará
o vento que levou meu verso embora
[Será que essa gente não vai embora nunca???]
Quarta-feira de Cinzas
Dia nublado, leve ressaca. Deadline prorrogado. E nos primeiros e-mails da manhã, mais um pedido de orçamento para trabalho freelancer. Se o ano ainda não tinha começado... agora vai!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Nana, neném
Meus boxers nunca me darão netos. Sorte minha. Se nascessem filhotinhos do Fidel e da Lola eu certamente teria hoje uma verdadeira matilha de bochechudos remelentos lambões no quintal - e uma conta ainda mais astronômica na agropecuária, além da responsabilidade de ter também aumentado a já problemática população canina da cidade. Mas se eu os tivesse, acho que também cantaria pros meus netinhos. Como o tiozinho do vídeo aí embaixo. Fofo!
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Já que é noite de Oscar...
...lembrei dos filmes que me comovem todas as células e me arrancam lágrimas:1) "O filho da noiva";
2) "E.T." (é sério);
3) "Fale com ela" (que estou vendo agora *snif*)
4) "Marley & eu";
5) "Brilho eterno de uma mente sem lembranças".
[Vale dizer que não assisti a todos os que concorrem a melhor filme, mas torço por Benjamin Button. "Good night, Benjamin." "Good night, Daisy."]
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