Se a esquerda vencer, a dÃvida deixará de ser sagrada. Se a esquerda vencer, o euro e o Tratado Orçamental deixarão de ser sagrados. Se a esquerda vencer, o destino colectivo deixará as mãos de quem só gosta de eleições e liberdade quando as decisões são tomadas em gabinetes fechados por peritos convencidos da sua superioridade e oferecidas, com um laço em cima, a quem persiste numa luta ingrata pela sobrevivência.
Estão com medo. Ainda bem. Quer dizer que, afinal, há alternativas. Sabemos que essas alternativas podem não ir tão longe como alguns gostariam e irão mais longe que o desejado por alguns aliados de circunstância. à bom que assim seja. A polÃtica foi feita para definirmos, em conjunto, o nosso destino colectivo. Não foi feita para aumentar os lucros de empresas transnacionais e fundos de investimento. Depois destas eleições, os aliados de circunstância podem inventar as acrobacias que quiserem: se a esquerda vencer, a dÃvida e o euro já não serão Ãcones sagrados.
Nem do PCP. Ã da cidadania e vai mesmo acontecer!
Em Portugal acontecem coisas maravilhosas. Foi aqui que se iniciou o movimento europeu de indignação inspirado pelas primaveras árabes e pelos movimentos alter-globalistas. As pessoas mostraram que queriam uma mudança, disseram como a queriam e fizeram-no em números raramente ou nunca vistos noutras partes do mundo (de meio a um milhão de pessoas â 5 a 10% da população â nas ruas).
Tenho orgulho de ter convocado o Protesto da Geração à Rasca, quando toda a gente me dizia que era impossÃvel. Que os portugueses, especialmente os mais jovens, nunca se mobilizariam. Nem fariam nada por uma mudança. E que seria impossÃvel fazê-lo sem figuras públicas, partidos ou sindicatos na organização. No dia 12 de Março de 2011 chamaram-lhe sobressalto cÃvico!
Não me espantou que se tenham juntado em trupe os derrotistas e pessimistas, os anti-partidários e as pessoas que, já tendo partido, não querem que se forme outro. Nem que a Joana Amaral Dias se tenha conformado com um lugar garantido de deputada de um eventual PCP-I, de Indignados. Não seria uma novidade: os Verdes prestaram-se a fazer o papel de ecologistas de serviço, quando o PCP percebeu que podia controlar e anular o movimento ambientalista de então. Antes que tivessem a aspiração de ir a eleições, o PCP criou o partido-fraude PEV que nunca concorreu a uma eleição sozinho, mas apenas em coligação, na CDU. Agora querem fazer o mesmo com a dinâmica âPodemosâ. Ou isso, ou esmagá-la.
E gasta toda a sua energia nessa demanda em vez de se concentrar na remoção da casta corrupta que, da boca para fora, diz ser o seu desÃgnio. Porquê?
Os restantes membros querem cumprir o que ficou decidido na 1ª Assembleia, vão reunir-se em plenário aberto já no próximo domingo, na Livraria Ler Devagar, Lisboa, para preparar a 2ª Assembleia Cidadã, que virá depois a realizar-se no Porto, no dia 24 de Janeiro, quer o PCP / Nuno / Joana queiram, quer não queiram.
Professores, bem-vindos a mais um experimentalismo na Escola Pública!
Depois do experimentalismo do inÃcio deste ano lectivo, voltamos à s experiências com a Escola Pública e com a vida/dignidade de quem lá trabalha (ou trabalhou).
Hoje tentamos experimentar uma prova com os contratados com menos de 5 anos de serviço mas naturalmente se isto correr bem, ficarão abertas as portas para experiências semelhantes com os outros professores (incluindo os do quadro).
Espero que apreciem, pelo menos tanto como nós (os polÃticos), estas experiências na Escola Pública e na vida de quem lá trabalha. Não se preocupem que depois destas temos mais outras experiências a fazer convosco e com os vossos. Obrigado pela vossa colaboração!
Hipoteticamente por Nuno Crato (e pelo Governo PSD-CDS).
Professor contratado, desempregado ou do quadro, esta sexta, 19 de Dezembro, às 13h30 aparece à frente das escolas onde está prevista a ignóbil PACC (que tenta humilhar TODOS os professores). Aà trocaremos ideias sobre o que fazer. PARTILHA! Para saberes qual a escola onde nos concentraremos na tua região: https://www.facebook.com/groups/boicote.cerco/
No próximo fim de semana tem lugar a Assembleia Cidadã do “Juntos PODEMOS”. Essa assembleia encerra com um plenário no Domingo para “apresentar propostas e chegar a conclusões”. Espero que uma dessas conclusões seja a constituição de uma plataforma polÃtica que concorra à s próximas eleições legislativas de 2015.
Concordo em pleno, mas acrescento que nenhum dos actuais partidos quer ou tem capacidade para ser essa voz. à preciso algo mais que as forças existentes para transformar essa hegemonia social em transformação polÃtica. à necessário um PODEMOS em Portugal.
Para lá disto há questões não explicitamente programáticas, mas de atitude e postura perante as massas e outros movimentos ou expressões de descontentamento popular. à necessário um partido que não tenha medo da palavra “radical”, “populista” e tudo o mais que se lhe possa chamar. à necessário um movimento com caras novas, gente nova, com garra e sem uma atitude reverencial face ao actual regime, suas instituições e personalidades. Um Partido aberto a novas experiências e formas de activismo, nas mais variadas áreas, com o mÃnimo de preconceitos. Um partido que deve ter alguns eixos e propostas centrais, mas deve acomodar sensibilidades e opiniões diversas. Um partido que internamente viva a democracia de forma intensa, por exemplo com referendos internos (on-line?) para decidir questões importantes. Um partido que não seja sectário para com outras forças alternativas (do Livre ao MRPP) e que se esforce sempre para construir pontes entre diversos sectores (mesmo que essas pontes se revelem impossÃveis, deve ser feito o esforço, se estas pontes não se materializarem isso não poderá ser devido a acções e palavras deste novo partido). Um Partido que seja radical na substância, sem recorrer a “cassetes” e “chavões” gastos.  à necessário um partido sem medo dos movimentos de contestação, sobretudo quando estes são vÃtimas de brutalidades cometidas em defesa da “casta”.Â
Mais algumas pistas…
Luta social em crescendo na Europa
Após uma aparente acalmia, a luta social parece estar a reacender-se por essa Europa fora…
O “centro” está em colapso por toda a Europa, mas não há vazios em polÃtica. Se não surgirem alternativas democráticas e progressivas, outras forças tenebrosas tomarão a dianteira (como já acontece na França e não só).
Em 2012 nasceu um movimento que, imitando o modelo do Protesto da Geração à Rasca (GaR), tomou o nome de Que Se Lixe a Troika (QSLT). âApartidário, laico e pacÃficoâ era o mote da GaR. Dos três valores, apenas o primeiro foi assumido pelo QSLT â tal não podia ser mais falso. Alguns artigos de jornal e blogues explicam como este âmovimentoâ foi, sim, instrumentalizado pelo PCP e BE. Em reuniões à porta fechada, pessoas destes partidos decidiam votar em bloco as acções que iriam ser discutidas e aprovadas em encontros públicos.
Sócrates foi detido e indiciado sobretudo por dois crimes: fraude fiscal e branqueamento de capitais. Fala-se de quantias avultadas de dinheiro não coincidentes com os salários que este recebeu ao longo da sua vida ou de heranças familiares. Sócrates que reivindicava que “sempre viveu apenas do seu trabalho”. Certamente que nos “bastidores” fortes pressões já estarão a decorrer e que narrativas surgirão com cada vez mais força (de sectores próximos do PS) sobre “cabalas e perseguição polÃtica”… No entanto será que se deteria pela primeira vez em Portugal um ex-primeiro ministro sem evidências muito sólidas? O desafio será saber se a justiça portuguesa conseguirá “resistir” (e por quanto tempo) à poderosa rede de influência de um dos principais partidos do regime. Aguardamos novos desenvolvimentos…
Quem aceita entrar para um governo destes demonstra claramente no que acredita e para o que vai⦠e como se viu nos últimos anos, não será certamente bom para o nosso Povo mas excelente para quem tem muito “Gold”.